hoje saí de casa para tomar uma café com um amigo na av. paulista. fazia tempo que eu não deambulava numa livraria, hoje a chuva empurrou-me para dentro da fnac.
espreitei as novidades musicais mas acabei na secção dos livros onde dei de caras com o mais recente romance do miguel sousa tavares - no teu deserto.
o dia estava perfeito para o entusiasmo da leitura. em poucas horas devorei as 123 páginas do livro de forma sôfrega como que precisasse de saber urgentemente o final da história.
a obra retrata uma atribulada travessia do deserto do shaara na companhia de uma mulher conhecida minutos antes da partida. a experiência, a partilha, a aventura e a cumplicidade inexplicável, levaram o autor a partilhar a história 20 anos depois dos factos.
é a prova evidente que a vida é feita de pequenos fragmentos que dependendo da sua intensidade permanecem na nossa mais selecta e inviolável memória.
uma frase retida: “a coisa mais difícil e mais bonita de partilhar entre duas pessoas é o silêncio” pag. 95
título: no teu deserto
autor: miguel sousa tavares
editora: companhia das letras
preço: R$ 21,00
as horas de loucura são medidas pelo relógio; mas nenhum relógio mede as de sabedoria (william blake)
desde cedo que me apixonei por completo pelas imagens, pela técnica e pela arte de fotografar. longe vão os tempos do filme analógico e das horas passadas numa mini sala a fazer revelação em preto e branco.
tenho o desejo de um dia conseguir fazer o meu verdadeiro arquivo, passando os milhares de frames em negativo para o suporte digital. vou ver se ganho coragem de transportar isso aqui para o meu novo pouso.
hoje estava a meditar sobre tudo isto, a pensar que desde o aparecimento do digital, passei a ser apenas mais um e a perder o verdadeiro sabor da fotografia. comprei uma “menina” com qualidade mais do que suficiente para fazer umas gracinhas, mas o certo é que ela tem estado parada e esquecida.
É certo que me fazem falta as objectivas, o flash, a mochila, os filtros o tripé… mas isso não pode ser desculpa.
está decidido… a partir de agora vou voltar às maratonas fotográficas, começando por explorar o potencial enorme da cidade de são paulo. a fotografia sempre me fez bem, sempre me fez viajar… não há razões nenhumas para deixar este imenso prazer de lado.
a prova provada que preciso de empenho e tempo para a dedicação é o pequeno slide show que estão aqui neste post. resolvi fazer uma selecção rápida de algumas imagens recentes e descobri que preciso de mais, muito mais.
aconselho a visualização em fullscreen com som ligado…. a escolha foi mais ou menos natural – the greatest | cat power
depois de lisboa e do rio de janeiro, agora é a vez de são paulo.
este blog está a tornar-se cada vez mais num mero repositório de coisas soltas.
seguramente que este meu recanto ganha ainda mais importância quando o sentir se pode evidenciar nas entre linhas.
hoje apetece-me deixar aqui a re-leitura de um texto brilhante… são as palavras do verdadeiro elogio ao amor no seu estado mais puro.
acabo de o ler mais uma vez esta semana… desta vez, ao som do vídeo no ar.
há coisas que nem a lógica do meu mais intimo saber liberiano explica. imagino como seria se eu estivesse apaixonado!
é uma espécie de refém de si mesmo.
ui que medo! :)
venha daí esse sono que as 5:50 de domingo já pesam :)
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